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Falando sobre Pin ups

terça-feira, 30 de julho de 2013

(Brigitte Bardot)


            Pin ups eram modelos que nas décadas de 1940 e 1950 atingiram o auge da popularidade com seus estilos sensuais e corpos voluptuosos. Alguns artistas contribuíram com a ascensão dessas mulheres através de ilustrações, como Alberto Vargas, George Petty e Gil Elvgren. Essas mulheres eram retratadas desde bem antes das décadas de 40 e 50. Alberto Vargas, por exemplo, fazia esse tipo de ilustrações desde a década de 20. Porém foram alguns anos à frente, em meio à segunda guerra mundial que as Pin ups ficaram realmente conhecidas através de pôsteres, jornais e revistas. Isso porque os soldados pregavam nas paredes imagens das belas para lhes lembrar dos prazeres da vida. Daí o termo “pin up”, que em inglês significa prender, pregar.


(ilustrações de Alberto Vargas)

            Muitas vezes as pin ups ilustradas não eram conhecidas ou até mesmo não eram reais, pois as ilustrações eram realizadas para representar a sensualidade e o que era considerado atrativo para os homens. Pesquisando um pouquinho mais sobre a história, encontrei que as raízes das pin ups se encontram até mesmo no fim do século XIX, quando as dançarinas burlescas faziam cartões com suas imagens e pregavam retratos nas paredes dos camarins. Algumas pin ups ficaram mundialmente conhecidas, como é o caso de Marilyn Monroe (confesso que é a minha preferida hehe), Rita Hayworth, Betty Grable e Bettie Page.

(Marilyn Monroe)

(Rita Hayworth)

(Betty Grable)

(Bettie Page)


            Nos Estados Unidos o conservadorismo muitas vezes barrava os artistas na construção de figuras menos vestidas hehe. Já na Europa, as mulheres eram retratadas de formas ainda mais provocadoras. Atualmente algumas meninas adotaram esse estilo e ajudaram a popularizar novamente as pin ups no nosso tempo. É o caso da cantora Katy Perry e da atriz e modelo Dita Von Teese.

(Katy Perry)
(Dita Von Teese)
           
            Para quem quiser se inspirar, algumas meninas do lookbook:       




      

            Eu particularmente amo esse estilo. Gosto da exuberância que as mulheres trazem com suas formas, sem precisar ser algo forçado como muitas meninas fazem hoje em dia. É natural e é bonito. Não é um padrão perfeito, ao contrário, existem até mesmo gravuras de mulheres mais “cheinhas” porém demonstradas de formas sensuais da mesma maneira que as mulheres “ideais” da época. Muitas vezes as gravuras eram sim exageradas, fazendo o papel de Photoshop da época hehe, porém não é um padrão artificial como muitos valorizam hoje em dia. Sou bem suspeita pra falar, já que sou apaixonada por esse mundo retro. Sei também que a história passa e junto com elas os padrões de beleza mudam, e MUITO, mas ah gente, não tem como não achar bonito né ? rs. Espero que tenham gostado do post e de conhecer mais um pedacinho tão bonito e divertido da história. Deixo vocês com a foto que era a favorita da diva rs, beijinhos <3


(Marilyn Monroe, 22/02/1956, NY)

Ps: Tem vídeo meu cantando "Assinado eu" da Tiê, assistam lá galera, é só clicar aqui :D Obrigada s2


Falando sobre espartilhos

segunda-feira, 29 de julho de 2013



           O espartilho é uma vestimenta utilizada para a melhor definição das formas do corpo feminino. Eu como amante de cintura bem fininha, definida e marcada, vou hoje falar pra vocês um pouco sobre a história do corset e depois sobre algumas meninas que usam.
            Entre a Idade Antiga e a Idade Média, as mulheres usavam um reforço de tecido para dar suporte ao busto e modelar a cintura. Mais tarde, algumas amarrações foram incorporadas ao tecido, o que formou o “Kirtle”, essa espécie de colete da foto.


            Depois disso, o kirkle começou a ser usado dentro do vestido. Quando o vestido passou a ser dividido em corpete e saia, ficou mais fácil deixar o corpete bem justo e a saia mais volumosa, possuindo reforços para isso.

            Seguindo essa ideia, foi criado a “vasquina”, peça de roupa utilizada como roupa de baixo e que hoje chamamos de corset ou espartilho. Com o corset, as mulheres buscavam reduzir a cintura ao máximo, erguer e pressionar o busto e manter as costas em uma postura reta. Para isso, eram utilizados tecidos e cordas engomadas, couro, junco e até mesmo o “busk”, uma placa de metal ou madeira utilizada na parte da frente que poderia ser removido, para manter a rigidez da postura.
            Tá, eu sei que isso parece assustador. Mas os espartilhos dessa época foram recriados para obras de cinema e teatro, e algumas mulheres disseram que é até mais confortável que o sutiã, já que não tem a pressão da alça sobre o ombro. Durante a era da renascença ao rococó, as formas dos espartilhos não mudaram muito, variando apenas na altura da cintura, busto, acompanhando melhor o quadril e proporcionando maior conforto.
            Um tempo depois, com o estilo neoclássico, o corset foi quase abandonado devido à valorização das formas fluídas e leves.  Porém, esse período não durou muito tempo. Os corsets voltaram de uma forma mais flexível, porém mantendo maior pressão sobre a cintura, o que começou a preocupar os médicos devido à pressão dos órgãos internos.
            No começo do século XIX, os corsets foram ficando ainda mais rígidos. Foram colocadas placas de metal para o tecido não rasgar, e o busk era dividido em dois, para que o corset fosse fechado e aberto sem precisar desfazer as amarrações. Os médicos ficaram ainda mais preocupados. Ocorriam até mesmo casos de desmaios por causa da pressão nos pulmões.


            Desse período até o século XX, os espartilhos passaram por diversas mudanças. O sutiã já havia sido inventado, e os tecidos eram mais elásticos permitindo novas maneiras de controlar a silhueta. O espartilho ficou restrito à fetiche durante muito tempo. Nos anos 1920 as mulheres usavam espartilho apenas para reduzir o quadril, e sutiã para modelar o busto. Nos anos 1950, a cintura de pilão voltou a ser valorizada, mas para isso eram usadas apenas cintas mais reforçadas. No final da década de 70 até a década de 80, alguns estilistas passaram a valorizar peças de fantasia e fetiche para serem usadas por fora das roupas. O estilo gótico e punk utilizava o espartilho como peça fundamental. Da década de 90 em diante o espartilho se tornou algo mais individualizado.


            Bom gente, sei que o post já está bem grandinho. Mas conversei com duas meninas que usam espartilho e trouxe o que elas me disseram aqui.
A primeira é a Bruna Rodrigues. Ela tem 21 anos e começou a usar espartilho com 19 pra 20 anos. A Bruna comprou seus primeiros corsets com a ideia principal de fazer tight lacing (usar o corset durante longos períodos para reduzir a cintura ao mínimo), porém por causa do problema de rinite não pôde continuar com a prática por causar falta de ar. A Bruna disse que não acha insuportável a dor do tight lacing, é apenas uma questão de costume. Segundo ela, uma das vantagens é porque ela se sentia saciada rapidamente, e portanto não comia em grandes quantidades. Atualmente a Bruna não utiliza o corset para tight lacing, e sim para sair e ir para a balada. O corset não fica tão apertado quanto era para a técnica do tight lacing. A bruna sempre gostou de coisas vintages, e quis realmente comprar o espartilho quando viu a cantora Amy Lee usando.



A segunda garota é a Isis Oliveira e ela tem 15 anos. Começou a usar o corset esse ano porque gosta de coisas e personagens antigos. Segundo a Isis, a cintura é uma das partes que ela mais gosta no corpo e ela queria deixa-la mais bonita.



Infelizmente as meninas não têm blog. Mas é isso gente, espero que tenham gostado ! Beijinhos, e até a próxima :D

(as informações sobre a história do espartilho foram retiradas do site www.madamesher.com)



Estampa de poá

sábado, 27 de julho de 2013

                

          Se tem uma estampa que sou apaixonada é a de poá, as famosas bolinhas. Não sei muito bem a época em que comecei a gostar, mas é um gosto que vem junto com o meu amor por coisinhas retro. Hoje em dia uso poás nas unhas, roupas, carteiras e meias, sendo tendência ou não hehe. E nada melhor do que falar sobre as bolinhas logo em meu primeiro post. :D
            Não se sabe ao certo como e quando surgiu a estampa de poá. Algumas histórias indicam que os europeus, ao final do século XIX, quando vieram para a América trouxeram uma dança polonesa bem animada, que tinha movimentos circulares e se chamava Polka. Inspirando-se nos movimentos da Polka, a estampa de bolinhas (chamada “polka dot” em inglês) foi criada. Outras fontes dizem que a origem da estampa se deve ao produtor Walt Disney, que quando criou a fofíssima Minnie Mouse em 1928 fez o seu vestido de poás. Isso porque as listras e o xadrez eram tendência na época, e o produtor queria fazer diferente.


            Muito utilizado principalmente nas décadas de 50 e 60, as bolinhas faziam parte da composição divertida dos looks das pin-ups, e mesmo sem saber sua real origem, fato é que o poá traz um ar muito feminino e vintage.




            Abaixo alguns looks das meninas do lookbook para vocês se inspirarem, e assim como eu, abusar da estampa de poá :D


Algumas unhas para vocês tentarem fazer :b


E por último, eu sendo feliz de poás :D










Design e código feitos por Julie Duarte. A cópia total ou parcial são proibidas, assim como retirar os créditos.
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