Falando sobre espartilhos

segunda-feira, 29 de julho de 2013



           O espartilho é uma vestimenta utilizada para a melhor definição das formas do corpo feminino. Eu como amante de cintura bem fininha, definida e marcada, vou hoje falar pra vocês um pouco sobre a história do corset e depois sobre algumas meninas que usam.
            Entre a Idade Antiga e a Idade Média, as mulheres usavam um reforço de tecido para dar suporte ao busto e modelar a cintura. Mais tarde, algumas amarrações foram incorporadas ao tecido, o que formou o “Kirtle”, essa espécie de colete da foto.


            Depois disso, o kirkle começou a ser usado dentro do vestido. Quando o vestido passou a ser dividido em corpete e saia, ficou mais fácil deixar o corpete bem justo e a saia mais volumosa, possuindo reforços para isso.

            Seguindo essa ideia, foi criado a “vasquina”, peça de roupa utilizada como roupa de baixo e que hoje chamamos de corset ou espartilho. Com o corset, as mulheres buscavam reduzir a cintura ao máximo, erguer e pressionar o busto e manter as costas em uma postura reta. Para isso, eram utilizados tecidos e cordas engomadas, couro, junco e até mesmo o “busk”, uma placa de metal ou madeira utilizada na parte da frente que poderia ser removido, para manter a rigidez da postura.
            Tá, eu sei que isso parece assustador. Mas os espartilhos dessa época foram recriados para obras de cinema e teatro, e algumas mulheres disseram que é até mais confortável que o sutiã, já que não tem a pressão da alça sobre o ombro. Durante a era da renascença ao rococó, as formas dos espartilhos não mudaram muito, variando apenas na altura da cintura, busto, acompanhando melhor o quadril e proporcionando maior conforto.
            Um tempo depois, com o estilo neoclássico, o corset foi quase abandonado devido à valorização das formas fluídas e leves.  Porém, esse período não durou muito tempo. Os corsets voltaram de uma forma mais flexível, porém mantendo maior pressão sobre a cintura, o que começou a preocupar os médicos devido à pressão dos órgãos internos.
            No começo do século XIX, os corsets foram ficando ainda mais rígidos. Foram colocadas placas de metal para o tecido não rasgar, e o busk era dividido em dois, para que o corset fosse fechado e aberto sem precisar desfazer as amarrações. Os médicos ficaram ainda mais preocupados. Ocorriam até mesmo casos de desmaios por causa da pressão nos pulmões.


            Desse período até o século XX, os espartilhos passaram por diversas mudanças. O sutiã já havia sido inventado, e os tecidos eram mais elásticos permitindo novas maneiras de controlar a silhueta. O espartilho ficou restrito à fetiche durante muito tempo. Nos anos 1920 as mulheres usavam espartilho apenas para reduzir o quadril, e sutiã para modelar o busto. Nos anos 1950, a cintura de pilão voltou a ser valorizada, mas para isso eram usadas apenas cintas mais reforçadas. No final da década de 70 até a década de 80, alguns estilistas passaram a valorizar peças de fantasia e fetiche para serem usadas por fora das roupas. O estilo gótico e punk utilizava o espartilho como peça fundamental. Da década de 90 em diante o espartilho se tornou algo mais individualizado.


            Bom gente, sei que o post já está bem grandinho. Mas conversei com duas meninas que usam espartilho e trouxe o que elas me disseram aqui.
A primeira é a Bruna Rodrigues. Ela tem 21 anos e começou a usar espartilho com 19 pra 20 anos. A Bruna comprou seus primeiros corsets com a ideia principal de fazer tight lacing (usar o corset durante longos períodos para reduzir a cintura ao mínimo), porém por causa do problema de rinite não pôde continuar com a prática por causar falta de ar. A Bruna disse que não acha insuportável a dor do tight lacing, é apenas uma questão de costume. Segundo ela, uma das vantagens é porque ela se sentia saciada rapidamente, e portanto não comia em grandes quantidades. Atualmente a Bruna não utiliza o corset para tight lacing, e sim para sair e ir para a balada. O corset não fica tão apertado quanto era para a técnica do tight lacing. A bruna sempre gostou de coisas vintages, e quis realmente comprar o espartilho quando viu a cantora Amy Lee usando.



A segunda garota é a Isis Oliveira e ela tem 15 anos. Começou a usar o corset esse ano porque gosta de coisas e personagens antigos. Segundo a Isis, a cintura é uma das partes que ela mais gosta no corpo e ela queria deixa-la mais bonita.



Infelizmente as meninas não têm blog. Mas é isso gente, espero que tenham gostado ! Beijinhos, e até a próxima :D

(as informações sobre a história do espartilho foram retiradas do site www.madamesher.com)






4 comentários:

  1. Eu acho lindo!! Mas não faz meu estilo >.<

    Adolecentro

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  2. é lindo sim :D, poxa :/ hehe, mas é legal saber da história, né ? ^^

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  3. Espartilhos são lindos. Um sonho ter um. Adorei o blog. Sucesso!

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  4. São sim, também não tenho um, AINDA hehe. Obrigada pelo apoio Marie ! <3

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